Pra não deixar completar um ano de produção neste pequeno espaço de confissões, impressões e compreensões, eu volto - "Baby I'm back in the NY groove". Desde 2001 (a última postagem) muita água passou por debaixo da ponte. Larguei as muletas, terminei as sessões de fisioterapia e depois de muito muuuuuito mancar aprendi a andar outra vez. Também mudei meu posicionamento geoestratégico/físico político (a coisa toda), conheci muita gente e interagi muito com a galera de longa data. É muita coisa mudando, uma nova rotina à que me adaptei no Sul, novos planos, planos a partir da realidade daqui já findada ou parcialmente findada, planos. :)
Também tem uma outra coisa, cara: depois de uns tropeços, erros, medical blunders or whatever "hey, I'm fine with me, man!". Eu cheguei a um relativo estado de tranquilidade, finalmente conseguindo me colocar na posição de alguém que segue a orientação do RIcardo Reis quando ele diz: "Molhemos leves as nossas mãos nos rios calmos para aprendermos calma também". Claro que a gente (humana) não deixa de ser uma maquininha de sensações e a carência pode assolar na espreita, pelos flancos, mesmo que nos preparemos para ela. Mas, cara, sei lá se é por estar ficando mais velhinho - não sei se maduro - eu tô conseguindo olhar pra realidade com mais calma, não a parcimônia gélida da ciência e sim com um olhar sereno.
Pra registrar esta INFLEXÃO (ou indício de) coloco estas lindas palavras que muito me deram conforto no ônibus, um dos bons poemas que estão espalhados pelo transporte público de Happy Harbor:
Vira o disco
Vira o tétrico disco e segue adiante.
E daí que a vida matou o amor,
que enegreceu o que era somente cor,
que envelheceu teu coração infante?
Segue adiante e vira o tétrico disco.
Há de ter outras cores numa esquina
próxima.
A tristeza não quer ser sina tua.
E, se for, inventa um melhor risco.
O coração, se estás vivo, não morre
e, mais, pode ser outra vez criança.
Inventa com o que vier teu porre
de coisa boa.
Dança a nova dança
e diz à tristeza que a vida corre
sem o disco ruim da desesperança.
Cezar Dias
E DAÍ, pergunta o Cezar.
O E DAÍ é a segurança de si de teus "ombros suportarem o mundo".
Eu tinha expressado meu novo ânimo com o blog e com as mudanças que tão se passando na vida e queria postar dois vídeos, que vou ainda, mas da primeira vez deu pau e eu perdi tudo. Elas dão o tom do que tenho passado nos últimos tempos.
E
Tchau!
Saudade deste espaço,
Abraço,
Thiago.
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