domingo, 22 de maio de 2016

Gil nunca é demais

tanto mais vivo
de vida mais vivida,
dividida pra lá e pra cá

com Caetano ainda!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Coxinhas on demand

Da série Gags do Golpe

No intervalo do café :

Paladino da moralidade na política - Questionar o processo de impeachment (golpe)? Só pode ser mais um jornalista petralha, trabalhando pelo mimimi dos esquerdinhas.

Cumpadi do deixa disso - Mas, homem!  Ganhou o Pulitzer, é renomado...

Paladino - Por favor, não me venha com esse papo de manipulação. Não cola mais! A esquerda não funciona, o Maílson falou que tem que vender tudo mesmo. Olha só, cumpadi: pra começo de conversa, por quê precisamos respeitar reportagens difamatórias de gringos?

E a conversa segue.

Me despeço dos dois:

Até logo, paladino, querido. Falou, cumpadi! Ficou pronta minha coxinha.

:)
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novamente a metáfora do samba é imperativa, enfrentar a adversidade sorrindo é coisa de brazuca, que violem os ritos e as ritas, mas nunca nossa inspiração pra bem humorada troça aos saudosos coxinhas que saíram do buraco de onde ficaram 14 anos - no passarán

https://theintercept.com/2016/05/11/brazils-democracy-to-suffer-grievous-blow-today-as-unelectable-corrupt-neoliberal-is-installed/

domingo, 8 de maio de 2016

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Simeone dá fôlego aos apaixonados.

Esporte avesso à finesse do gentleman, de tratos vulgares com os pés ao invés das mãos, espaço de um campo de incertezas aonde avanço não necessariamente implica em vitória, misterioso, assim é o futebol. Metáfora de arranjos estratégicos usados nas guerras que não nos deram cinco anos de folga desde os registros mais longínquos de nossa história? Reflexo de anseio instintivo e animalesco de sociedades nômades ao testemunhar seus pontas de lança encurralando gnus, búfalos ou roedores em uma clareira?

A coisa é que o rolar da bola toca os corações e o soccer em oposição ao football - que não deixa de ser esporte bonito de ver, com arranjos táticos sofisticados e performances físicas hercúleas dos jogadores – se mostra uma caixinha de surpresas. É que no futebol, da cancha ao estádio a assimetria de capacidades das esquipes em jogo, a diferença de recursos humanos conta na maioria das vezes, em 80 % das vezes, mas não todas as vezes. Às vezes em um improvável face off os times fantásticos, de craques bem pagos e títulos no cartel de altíssimo nível são vencidos por equipes bem organizadas.

É como acontece com os sonhos e paixões de qualquer cidadão quando confrontados com os pujantes obstáculos do cotidiano. Tenta manter a posse da bola, avançar pelas intermediárias por onde passam os maestros adversários (grandes forças que nos testam com os dribles do destino), fazem inversões (mais volume nos nossos enredos), leva um gol e fica exausto ao tentar acompanhar o melhor preparo dos antagonistas.

É aí que muita gente desiste. Tenta fazer seu golaço e fica na desvantagem no contra-ataque. Pobre time pequeno em divisão de uns poucos grandes.

Aí é que entra o tal de Simeone, que colocou uma molecada tida como classe B pra enfrentar os grandes times da Europa. Com jogadores promissores e habilidosos buscando se afirmar na carreira esse homem conseguiu fazer o Atletico vencer. Batendo muito, obstruindo o meio campo, ofegando e mandando a bola pro mato no fim dos jogos em oposição a uma saraivada de cruzamentos de Bayern e Barça foi como os caneludos do Atleti prevaleceram. Com muita atitude, abençoado com muita sorte, o Simeone novamente consegue chegar à final do campeonato mais disputado do planeta. 


Com Atletico de Madrid nas finais e Leicester City campeão inglês, 2016 se mostra um ano de bons agouros pros aficcionados e apaixonados azarões. Seja no futebol ou neste imenso campo de impressões e emoções que é viver.