sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Orne aprovou

Em meio a saunas secas 
Banhos frios de um 
Percorrer 
Constante 

Ainda consigo me colocar a dúvida sobre dever. 
Dever amar ou não?
Dever sorrir?
Te estender a mão em pura esperança de retorno,
Ou não?

Pois a escolha racional aconselha que não cedamos muito pra que os ganhos sejam maiores. Assim nos tornamos uma legião hesitante.
Hesitante de aquecer e carente de calor. Ao relento de uma noção construída de independência atomizada.

E quem diz. Quem faz a crítica. Que credenciais teria esse quixote dos tempos de agora, mais um da esquerda festiva longe dos assuntos do mundo.

De tudo. Pra mim fica um sorriso dopado de inebriação do amor líquido, que no final a gente acaba querendo beber até a última gota.

Fica você me ensinando que não precisa ter medo de repetir o elementar, pois a lição do amor acaba sendo simples. Amanhã posso pensar diferente, mas hoje com você não me arrependo de me dar, de pensar que serei pra sempre seu nesse segundo perto do universo. Pequeno mas muito particular. A vitória da especificidade.

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