Uma coronária explode [finge que quer explodir] em meu peito, ansiosa em tê-la de volta; por ir voando até lá; por quebrar a quarta parede, invadir teus sonhos e te abraçar bem forte.
Já a aorta, mais comedida e acostumada aos eventuais baques e endorfinados picos das paixões, mais consciente, firma o pulso e estabiliza um peito enquanto momentos de júbilosão lembrados.
Pra quê rimar os dois, dor e amor, não dizia o Caetano?
Mas, ainda assim, pra quê viver então?
É que o samba é permeado por um silêncio diastólico e junto com as sístoles ressonantes de nossas impressões vão trabalhando nossa pobre bombinha no meio do peito, ritmicamente.
Ao mesmo tempo dos músculos mais poderosos dessa máquina que é nosso corpo e coisinha que se parte, que se quebra,
mas porque forte e porque humana,
se refaz.
Ao mesmo tempo dos músculos mais poderosos dessa máquina que é nosso corpo e coisinha que se parte, que se quebra,
mas porque forte e porque humana,
se refaz.
É que a coisa mesmo é te procurar no sonho mesmo.
Ah, num é.
Ah, é.
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