Futebol é espaço de emoções. Há relações de poder nos treinos, nas peladas, nos vestiários. Uma experiência social intensa, pois há convívio forçado entre os titulares mais espetaculares de gol de fora da área com os meios de campo habilidosos que intercalam seu posicionamento sutilmente avançado com a marcação e os zagueiros grossos, troncos e capengas.Desde pequenos O futebol nos força nos mostrar quem somos. Mesmo sendo caráter, ego e personalidade projetos em andamento, estes se manifestam na grama ou na quadra. Tímidos atacantes, zagueiros glutões, goleiros recatados - a figura do gordinho bom de bola que exala alegria no passe ou no golaço, na hora de pensar "sou amado".A lógica da competitividade é presente e leva a todo um sistema de valores em que a vaidade pesa. Gênios da bola cabeça dura não dão gol pros companheiros, preferem errar do que entregar pro camarada. Se constitui um espaço meritocrático por meio da competição em nome de si, sem escrúpulos. Até concordo com o Lahm quando ele questiona prêmios individuais no futebol, pois a coesão tática e a sintonia do time como um todo é fator de muito peso. Mas quando a gente franzino na infância começa a rolar uma pelota tem nababesca é Romário, Messi, Schweinsteiger, Iniesta, Adriano.E essa lógica prevalece nas vidas daqueles cujos olhos brilham ao pensar "serei jogador", mas não foram.
domingo, 3 de abril de 2016
Things left behind - old crooked bill ou Moral do camisa 10
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