...what have they done to the earth?
What have they done to our fair sister?
Ravaged and plundered and ripped her and bit her
Stuck her with knives in the side of the dawn
And tied her with fences and dragged her down...
(The Doors, When the music is over)
Os gráficos estão ascendendo.
A cidade está crescendo!
E uma infinidade de ratos roendo
esta
imensidão de vida,
que, apesar de cada vez mais devastada,
um dia ousou se chamar
floresta.
Estou de volta, depois de passar por uma das experiências mais intensas de minha vida, eu cheguei. Venho de um lugar cuja realidade eu intentava apreender e entender apenas, mas que, sem perceber, acabei tomando para mim.
Canso de me reportar no singular sobre dias vivenciados
Aos poucos vivenciamos os dilemas de pessoas batalhadoras, que se negam a ser prisioneiras das circunstâncias, que não se entregam; pessoas dispostas a trabalhar e com a alegria estampada em suas caras. Isto, esta vontade de viver, esta esperança NOS saltava aos olhos e seus olhos também nos saltavam, principalmente os olhos brilhantes de suas crianças.
Fizemos amigos em CANCUNjubim aproximando-nos de nosso público, recebendo visitas e convites, visitando um recanto. Convivemos com um pessoal que gosta de atenção, de um olhar apreensivo.
AQUELA poeira e AQUELE calor, juntos, iam nos irritando e deixando saudades de uma só vez. A noção de que aquilo era finito fazia-nos pensar em como contribuir com algo mais à vida daquelas pessoas.
As discussões eram eventuais, afinal éramos um grupo e tivemos a sorte de não nos entregarmos ao mal-estar. Eu acho que descobri o porquê disso quando um amigo (ou novo irmão) se referiu a tudo aquilo como “uma convivência de família por 15 dias”. rs Quem sabe seja esta a resposta...
Tudo isso me marcou. Renovei minhas energias para dar conta do que está por vir. Quero sempre preservar o ânimo daqueles acalorados dias de sol e poeira, aqueles sorrisos e o brilho dos olhos em minha face, em minha vida. Quero sempre ter em mente um ideal de simplicidade que descobri ao notar que com bons amigos em torno de uma mesa não existe a necessidade de se preocupar com o tipo de música ou ambiente e até mesmo com a sujeira – pouco, muito pouco, basta para se ser feliz.
Eu não deixarei aquele povo “SANGUE BÃO” sumir de minhas vistas, que sempre estejamos juntos. Faltará o brilho do sol batendo nas meninas naquele belo entardecer, faltarão os repentes e aquelas específicas companhias, mas não me faltarão as boas lembranças.
Agora eu brinco com as palavras finais de Sal Paradise:
“Assim, NO BRASIL, quando o sol se põe e eu sento na velha e arruinada PONTE do rio olhando os longos, longos céus acima de MINHA CIDADE, e posso sentir toda aquela terra rude se derramando numa única, inacreditável vastidão até a AMAZÔNIA e toda aquela estrada seguindo em frente, todas as pessoas sonhando nessa imensidão, e em CUJUBIM eu sei que agora as crianças devem estar chorando na terra onde deixam as crianças chorar, e esta noite as estrelas vão aparecer, você não sabe que Deus é o CRUZEIRO DO SUL? E a estrela do entardecer deve estar morrendo e irradiando sua pálida cintilância sobre a FLORESTA antes da chegada da noite completa que abençoa a terra, escurece todos os rios, recobre os picos e oculta a última CLAREIRA e ninguém, ninguém sabe o que vai acontecer a qualquer pessoa, eu penso naqueles AMIGOS, COM ESPECIAL E DISTINTO CARINHO E
É uma adaptação do final de ON THE ROAD de Jack Kerouac a Cujubim. rs
E, por fim, uma música pra descontrair, algo que
QUEREMOS SABER, por Cássia Eller: http://www.youtube.com/watch?v=UcLdx_3hge4
Um abraço muito apertado em todos e um beijão pras prendas, com todo o meu carinho e do fundo de minha alma,
Thiago.
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ResponderExcluir"Los corazones grandes hacen el mundo muy pequeño!"
ResponderExcluirFamilia Cujubinhense!